Déficit Bilateral

Escrito pelo Prof. Esp. e MBA Danilo Luiz Fambrini

       Dentro da escolha dos exercícios, é possível optar por exercícios que sejam executados de forma unilateral (realizado com um membro de cada vez) ou bilateral (exercício realizado com os membros homólogos simultaneamente). Vários estudos relataram diferenças significativas nas cargas máximas em comparação entre os tipos de exercício (OWINGS e GRABINER, 1998; VAN DIEEN, OGITA e De HAAN,  2003; KURUGANTI e MURPHY, 2008; OHTSUKI, 1983; ODA e MORITANI, 1996; SCHANTZ et al., 1989), onde a soma das cargas máximas, de ambos os membros, no somatório das cargas nas contrações unilaterais supera a carga realizada na contração bilateral. Esse fenômeno é denominado déficit bilateral.

         Esse fenômeno pode ocorrer tanto em grandes grupos musculares quanto em pequenos, independente do sexo e condicionamento físico do indivíduo (OHTSUKI, 1983; HOWARD e ENOKA, 1991; KURUGANTI e MURPHY, 2008). O fator que pode ser considerado o mais influente na ocorrência do déficit bilateral é a limitação neural no córtex cerebral durante contrações máximas bilaterais (OWINGS e GRABNER, 1998; OHTSUKI, 1983). Em uma contração muscular, quando um dos hemisferios está em ação, ele diminui a ativação do hemisfério oposto, ocasionando menos produção de força (VAN DIEEN, OGITA e De HAAN, 2003). Desta forma, em exercícios unilaterais, devido a apenas um dos hemisférios estar em atividade, pode ocasionar recrutamento Maximo das fibras e conseqüentemente força máxima.

Referências da imagem: Site Brasil Escola

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