Ocorrência de lesões no joelho na prática do Futebol.

Escrito pelo Prof. Esp e MBA Danilo Luiz Fambrini

O futebol é um esporte que por sua variedade de movimentos e a disputa nas jogadas em busca das vitorias, sendo profissionalmente ou não, leva a uma preocupação na redução dos riscos a cada dia (BRITO et al., 2009).

Apesar de não ser em termos gerais, a lesão com maior ocorrência, a lesão no joelho é a mais grave em jogadores de futebol (HAGGLUND et al., 2005), dando maior destaque para a lesão no ligamento cruzado anterior (LCA), sendo essa, por vezes responsável pelo abandono precoce da carreira de atletas devido as limitações funcionais provenientes da lesão (SOARES, 2007).

      Devido as diferentes situações de jogo e metodologias de treino, diversas possibilidades de lesões no joelho são existentes no futebol, tendo uma variabilidade de nível de gravidade, que são classificadas de acordo com a quantidade de dias fora das atividades, sendo elas: ligeiras (1-3 dias de ausência), minor (3-6 dias), moderadas (7-28 dias), major ou graves (mais de 28 dias) (SOARES, 2007).

     Alguns pesquisadores buscaram analisar a incidência das lesões no futebol, onde Hagglung et al. (2003) relataram que 3 a cada 4 futebolistas tem uma lesão por ano que limita sua performance temporariamente. Junge e Dvorak (2004) ainda destacam que as lesões ocorrem até seis vezes mais durante as partidas em comparação aos treinamentos.

      O departamento médico do Barcelona pesquisou sobre a incidência de lesão em seus jogadores ao longo de três temporadas e também relataram maior ocorrência de lesões em jogos em comparação aos treinos e a maioria delas era lesão púbica ou no joelho.

    Os movimentos na prática de futebol como deslocamentos, saltos, sprints, chutes e divididas associados ao calçado com travas que alteram a aderência ao solo, ocasionam diversos traumas na articulação do joelho aumentando o risco de lesões articulares (MASSADA, 2000).

      Fuller et al. (2006), relatam que a maioria das lesões de ligamento colateral e meniscos se da por impacto lateral, tal atrito é considerado o maior responsável por lesões nesse esporte. Porém, apesar desses achados, as regras do esporte dão maior punição á faltas por trás e não para faltas laterais, o que estimula o maior atrito lateral e consequentemente maior risco de lesões nas partidas.

Lesão de LCA no Futebol

      A lesão de ligamento cruzado anterior quando ocorre exige procedimento cirúrgico e em geral retira o praticante ou atleta dos campos por cerca de 4 meses ou mais (ROI et al., 2006).

      A reconstrução de LCA requer muitos cuidados, feita de maneira perfeita permite que o atleta volte a atividade sem qualquer limitação, caso contrario, pode ocasionar o termino precoce da carreira (SOARES, 2007)

      O período de recuperação da lesão de LCA é discutível na literatura, normalmente variando de 4 a 6 meses entre a cirurgia e o retorno á pratica esportiva. Pesquisa feita com os atletas do Campeonato Italiano destacou que 10% dos atletas já tiveram lesão de ligamento cruzado em algum momento da carreira.

      A lesão de LCA se da pela sobrecarga excessiva em tal articulação, resultante de um movimento anormal da articulação tibio-femoral que ocasiona falha nos mecanismos de estabilização, levando ao rompimento parcial ou total (HUGHES e WATKINS, 2004).

Referência da image: UOL Esporte

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