Sprints de 30 segundos ou corridas moderadas de 30 minutos, qual é mais eficiente?

maxresdefault Comumente profissionais da área da saúde indicam atividades aeróbias prolongadas com a intenção de conseguir um gasto calórico maior e uma possibilidade de alcançar o condicionamento físico com maior eficácia, seria realmente necessário ou apenas mais um mito?

        Atualmente, vários pesquisadores estão se interessando em descobrir se realmente só atividades prolongadas alcançam resultados expressivos sobre o consumo de oxigênio, e a composição corporal. Dessa forma, estudos comparando treinamentos que durariam apenas de 2-3 minutos de atividade em alta intensidade com exercícios contínuos de 20 minutos ou mais em velocidades moderadas tem sido produzidos (BARNETT et al., 2004; BURGOMASTER et al., 2007; BURGOMASTER, HEIGENHAUSER, GIBALA, 2006; BURGOMASTER et al., 2008; BURGOMASTER et al., 2005; GIBALA ET AL., 2006; MACDOUGALL et al., 1998).

     Tais estudos tiveram resultados interessantes, mostrando não haver diferenças entre os métodos de treino com relação a capacidade oxidativa, possível indicador de condicionamento.

       Com relação aos efeitos sobre a composição corporal, apenas Burgomaster et al. (2008) comentou algum indicador, porém, apenas para a massa corporal, o que não destaca se teve diferença entre massa magra, gordura corporal. No estudo em questão, não houve diferença entre os métodos após 6 semanas de experimento.

       O fator que pode determinar efeitos do treinamento sobre a composição corporal é o EPOC (Excess post excersise oxygen consumption) ou traduzindo para o português: excesso de consumo de oxigênio pós-exercício. Os estudos que não se preocuparam em avaliar a composição corporal possivelmente se apoiaram na questão antigamente aplicada de que o EPOC aumenta de acordo com o tempo de atividade. Dessa forma, se fosse realmente assim, não teríamos duvidas de que exercícios com maior duração teriam maior efeito na perda de gordura.

      Tendo em vista essa lacuna na literatura Hazell et al. (2012), recrutando um grupo de adultos jovens (média de 23 anos), fez a comparação entre os métodos curta duração e intenso (aquecimento e depois 4 séries de 30 segundos em bicicleta com sobrecarga de 10% do peso corporal em intensidade máxima com 4 minutos de intervalo entre elas) e Aeróbio moderado continuo (aquecimento e depois 30 minutos a 70% de VO2).

       Para ter o indicador de queima calórica utilizaram avaliação de consumo de oxigênio, onde durante exercício o treino prolongado teve maiores níveis (tudo bem, até ai tudo como o esperado), imediatamente após, 8 horas e 24 horas depois, os níveis eram semelhantes entre os dois métodos, sendo que curta duração apresentou leve vantagem, sendo que os dois apresentavam consumo significativamente acima dos níveis basais.

       Portanto, pode-se sugerir que treinamentos intensos com menor duração podem ser utilizados como uma alternativa para quem tem pouco tempo para treino, impaciência para treinamento aeróbio com eficiência semelhante a treinos prolongados moderados.

Treinamento intenso com curta duração pode ser uma boa alternativa para um treino mais rápido desde que a pessoa esteja preparada para tal tarefa!

E agora, qual dos dois métodos você utilizaria e porque?

Referência da imagem: YTIMING

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