Especial Periodização Parte VI: Aplicações no Esporte

Escrito pelo Prof. Esp e MBA Danilo Luiz Fambrini

Hoje apresentamos a ultima parte do Especial Periodização. Após falarmos sobre o Principio da progressão, sobre as características treináveis em um programa de treinamento, e destacar recomendações para programas de treinamento para Hipertrofia, aumento da potência muscular e recomendações para treinamento visando aumento da resistência muscular, hoje o assunto tratado é a relevância da periodização na aplicação no esporte.

As melhorias do desempenho motor conquistadas por meio do treinamento resistido são dependentes da especificidade dos exercícios, onde os melhores resultados são alcançados quanto mais especifico forem os exercícios de acordo com a capacidade que se pretende aperfeiçoar (ACSM, 2009).

Salto vertical

A produção de força isocinética e resistência dinâmica são correlacionadas com a altura do salto vertical (PETERSON, ALVAR e RHEA, 2006). O treinamento com pesos se mostra interessante para a melhoria do desempenho no salto vertical (ADAMS et al., 1992).

Tem sido relatadas fortes correlações entre exercícios de cadeia cinética fechada (exercícios onde o segmento distal é fixo, como o agachamento) e o desempenho no salto vertical (BLACKBURN e MORRISSEY, 1998). Exercícios multiarticulares como o levantamento olímpico se mostram muito eficientes para a melhoria no salto (HOFFMAN et al., 2004).

A alta velocidade e articulação do envolvimento destes exercícios e suas capacidade de integrar a força, potência e coordenação neuromuscular demonstra uma transição direta para melhorar salto de desempenho. Exercícios pliometricos específicos são interessantes em combinação com treinamento com pesos.

Velocidade de Sprint

A produção está diretamente relacionada a velocidade de sprint (ANDERSON et al., 1991), além de ser um bom indicador de velocidade quando os movimentos são executados em velocidades acima de 180°/segundo.

A relação da força com a aceleração e velocidade (PETERSON, ALVAR e RHEA, 2006) é semelhante a relação com a altura de salto e potência (CRONIN e HANSEN, 2005). Apesar da relação relatada na literatura, treinamento de força tradicional e balistica ocasionaram apenas pequenas reduções no tempo de sprint (Mc BRIDE et al., 2002; HOFFMAN et al., 2004).

No entanto, o treinamento de força especifica de flexores de quadril, realizado por Deane et al. (2005), obteve resultados significativos na redução do tempo de sprint. O ACSM (2009) recomenda a utilização de força global e balistica combinada com exercícios especificos como treinamento pliométrico e sprints para aperfeiçoamento (Mc BRIDE et al., 2002; HOFFMAN et al., 2004).

Agilidade

Força muscular é um fator importante em um indivíduo para ter a capacidade de parar e mudar de direção rapidamente (PETERSON, ALVAR e RHEA, 2006). A força e a potência muscular de membros inferiores treinadas por meio de exercícios múltiarticulares tem mostrado resultados mais expressivos no aumento da agilidade (MARKOVIC, 2007). Anderson et al. (1991) sugere a utilização de cargas elevadas como mais eficientes para o aumento da agilidade.

Conclusão

Após 6 matérias sobre periodização, encerramos nosso especial. Podemos destacar que a manipulação das variáveis pertinentes ao treinamento com pesos são dependentes do objetivo a ser alcançado, respeitando a individualidade do praticante. A utilização de equipamentos adequados, buscando a segurança e eficiência do aluno.

As recomendações propostas em nosso especial são originárias do ACSM (2009) e são variáveis para cada caso, e não somente utilizados para rendimento, mas também visando a saúde e aptidão física.

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