Exercício físico e Acidente Vascular Cerebral (AVC)

Fonte: miltonmarchiolli.com

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O Acidente vascular cerebral (AVC) era comumente ocorrente em sujeitos com idade já avançada, não sendo uma preocupação para jovens há anos atrás. No entanto, recentemente diversos casos tem ocorrido com pessoas com idade inferior a 40 anos, tornando o assunto de grande importância para a população em geral.

O AVC ou “derrame” é uma forma de doença cardiovascular (DCV). Um acidente vascular cerebral isquêmico é causado pela redução do fluxo sanguíneo cerebral, enquanto uma hemorrágica ou derrame é causado por hemorragia intracerebral. Ambos podem ocasionar a redução de oxigênio e nutrientes podendo levar a morte de células localizadas no cérebro. Atualmente o AVC é uma das principais causas de morte no Mundo, entre os principais, nos Estados Unidos (ROGER et al., 2014).

A doença pode causar deficiências cardiovasculares, músculo-esqueléticas, e deficiências neurológicas quando combinadas com um estilo de vida sedentário, aumentando a fadiga, e severa redução da aptidão física, comprometendo a saúde e qualidade de vida (BILLINGER et al., 2014). Para se ter uma noção da dimensão do problema, nos Estados Unidos, aproximadamente 795.000 pessoas sofrem experiência de AVC por ano e um estimado 7 milhões de americanos são sobreviventes (ROGER et al., 2014).

Mesmo para quem sobrevive a um AVC, naturalmente o ataque deixa sequelas, entre elas: Hemiparesia (fraqueza em 1 lado), hemiplegia (paralisia de 1 lado), espasticidade, disfunção cognitiva,dificuldade de locomoção, redução da capacidade para executar atividades de vida diária (AVD) (BILLINGER et al., 2014).

Diversos pesquisadores destacam que o exercício físico, seja ele aeróbio (corrida de rua, por exemplo) ou anaeróbio (Treinamento com pesos, por exemplo), sejam de extrema importância para a prevenção do AVC, reduzindo consideravelmente o risco (RIMMER et al., 2009; LEE et al., 2010; FLANJBIER et al., 2012; IVEY et al., 2014).

Dormência súbita ou fraqueza os braços, pernas em 1 lado, dor de cabeça severa repentina, confusão súbita ou dificuldade para falar ou compreender palavras, súbita dificuldade em andar, tonturas, perda de coordenação ou equilíbrio, perda de equilíbrio e quedas inexplicáveis (NINDS, 2014)

Com relação aos fatores de risco para a ocorrência do AVC, a American Stroke Association (2014), menciona:

  • Risco da idade dobra para cada década para a faixa etária de 55 anos e mais velhos
  • A história familiar de AVC e/ou CVD, o risco de AVC pode ser maior em pessoas cujos pais, avós, ou irmãos tiveram um acidente vascular cerebral
  • Afrodescêndentes têm um maior risco de morte derrame do que caucasianos
  • De gênero, as mulheres têm mais cursos do que os homens
  • Risco anterior de AVC-acidente vascular cerebral é maior em pessoas com uma história de acidente vascular cerebral.

Outros fatores complementares de estilo de vida se tornam risco, incluindo:

Hipertensão (pressão arterial de 140/90 mm/Hg ou 130/80 mm/Hg com doença renal crónica) é a principal causa de acidente vascular cerebral

  • Fumante
  • Diabetes
  • O colesterol alto
  • A fibrilação atrial (irregular e rápido ritmo das câmaras superiores do coração) duplica o risco de acidente vascular cerebral
  • Outras doenças de coração, tais como a cardiomiopatia dilatada, doença arterial periférica e doença arterial carótida
  • A doença falciforme
  • A inatividade física obesidade
  • Dieta (gordura saturada alta e baixa fruta, legumes e verduras)
  • Aspectos Físicos e Cognitivos

Os sobreviventes de um AVC sofrem com a enorme possibilidade de sequelas, onde seguir sua vida normalmente se torna um enorme desafio. Abaixo segue a lista de dificuldades que o paciente acometido por AVC pode sofrer após se recuperar do mesmo.

  • Hemiparesia-fraqueza (tipicamente) no lado oposto do corpo que ocorreu o dano cerebral, que pode causar uma perda de equilíbrio e coordenação e aumento do risco de cair, dificuldade para caminhar, dificuldade / incapacidade para agarrar objetos, diminuição do movimento precisão e fadiga muscular
  • Hemiplegia-paralisia (tipicamente) normalmente no lado oposto que ocorreu o dano cerebral
  • Espasticidade-hipertonia (contração involuntária da musculatura) que prejudica o normal movimento articular e traz reduzida capacidade de executar as atividades diárias e um estilo de vida sedentário que pode aumentar riscos de problemas cardíacos
  • Excessiva fadiga muscular em atividade física, o que pode impedir participação exercício
  • Déficits cognitivos/memória pode limitar retenção de instruções e de segurança precauções
  • Afasia (dificuldade em formar ou entendimento discurso).

Devido as sequelas ocasionadas pelo AVC, esses obstaculos impedem que diversas pessoas tenham interesse em aderir a uma atividade física (BILLINGER, 2014). No entanto, este se faz muito importante para a melhoria das capacidades motoras e cognitivas do individúo.

Benefícios do exercício físico

Para tal população, diversos pesquisadores destacam a importância do exercício físico para a recuperação após um AVC. Eles mencionam que tanto treinamento aeróbio quando a musculação tem carater essencial nesse processo, melhorando a recuperação da massa muscular, da capacidade cardiorrespiratória, capacidade funcional, e previne diversos riscos de um novo ataque (GLOBAS et al., 2012; IVEY et al., 2014; MACKO et al., 2014).

Como sugestão de exercícios aeróbios, é sugerida a utilização de bicicletas ergômétricas ou caminhada com supervisão, evitando a esteira inicialmente.

Outras indicações são com relação a mudanças rápidas de direção, estar supervisionando a sobrecarga a todo momento, acompanhamento constante do aluno e sempre preferir exercícios sentado do que em pé (BILLINGER et al., 2014).

Considerações

Apesar de ser um desafio para pessoas que sofreram AVC, o exercício físico é uma ferramenta essencial para a recuperação do mesmo, portanto, é necessário ter dedicação e escolher a atividade que lhe faz bem para que possa alcançar melhorias motoras e cognitivas.