O que é Lesão de Hill Sachs?

O ombro é a articulação com maior arco de amplitude de movimento, formado pela cabeça do úmero e a glenóide. Como a cabeça do úmero é maior que a glenóide são comuns as incidências de lesões e fraturas decorrentes de quedas e excesso de força muito comuns em esportes de contato.

Elas podem ser classificadas como anteriores, posteriores e para baixo, sendo a luxação anterior a mais frequente, quando não sai por completo é denominada sub-luxação. Durante a luxação podem ocorrer também lesões em tendões e ligamentos. (Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, 2020), o que gera instabilidade potencializando assim futuras luxações. Em muitas ocasiões há de ser necessário intervenções cirúrgicas para tal reparação. (Assunção et al, 2019)

Na ocorrência da luxação geralmente ocorre lesões paralelas, dentre elas a de Hill Sachs.

O ombro é responsável pela maioria dos movimentos do membro superior (Basta, et al, 2007) e a lesão de Hill Sachs é comum em pessoas que sofreram uma luxação nessa região. (Myiazaki, et al, 2018). Descrita em 1940, essa lesão acontece em associação com a instabilidade anterior da articulação do ombro e está presente em aproximadamente 40% a 100% dos casos. (França, et al, 2018).

 

É uma lesão ou fratura que ocorre quando há uma compressão na região posterossuperor lateral da cabeça do úmero contra a porção anterior da glenóide, durante a luxação anterior do ombro. (Myiazaki, et al, 2018).

Quando ocorre a lesão a probabilidade de se ter é de em torno de 47% podendo aumentar para 84% em casos reincidentes (França, et al, 2019)

A cirurgia é indicada nos casos de luxação anterior do ombro, pois os pacientes com este problema, geralmente, ficam incapazes de realizar atividades com movimentos acima da cabeça, pois cada dano inflige a uma região do ombro.

Essa patologia atinge principalmente adultos jovens. Quando são submetidos a cirurgia o autor ressalta a importância em se retomar a rotina do dia a dia pós operatório (Basta, et al, 2007)

Segundo (Rosa, et al, 2017) a incidência dessa lesão é em torno de 47% a 80% podendo chegar 93% em casos reincidentes. O autor aborda uma técnica que muito comum no tratamento, que é a técnica de preenchimento da lesão com o tendão do musculo infraespinhal (Remplissage). Atletas submetidos a essa cirurgia tiveram um déficit de apenas 8 graus com um percentual de retorno de 90% as atividades e com uma reincidência de apenas 2%. Sendo assim além do tratamento fisioterápico uma abordagem eficaz para recuperação dessa lesão.

REFERENCIAS:

Assunção, J.H, Malavolta, E.A, Souza, F.J, et al. Anterior Glenohumeral Instability: Systematic Review of Outcomes Assentement used in Brazil. Revista Brasileira de Ortopedia, 2019.

Basta, A, Botelho, H.A.A, Grecco, M.V, Dini, R.J. Protocolo de reabilitação em pacientes no pós operatório de luxação traumática anterior de ombro. Fisioterapia Brasil, 2007.

França, F.O, Godinho, A.C, Leal, D.P.C.C, et al. Resultados clínicos e de imagem da abordagem da lesão de Hill- Sachs pela técnica de remplessage na instabilidade anterior do ombro. Revista Brasileira de Ortopedia, 2019.

França, F.O, Godinho, A, Ribeiro, F, et al. Novo método quantitativo para medida de Hill-Sachs: validação do método do método radiográfico de Hardy para a ressonância magnética/artro-RNM. Revista Brasileira de Ortopedia, 2017

Luxação e instabilidade do ombro. Instituto Nacional de traumatologia e Ortopedia, Ministério da Saúde, 2020. Disponível em : https://ortopediaeombro.com.br/lesao-de-hill-sachs-e-lesao-de-bankart-lesao-do-labio-anterior/ Acesso em: 07/09/2020

Miyasaki, A.N, Silva, L.A, Santos, P.D, et al. Avaliação da mensuração da lesão de Hill Sachs em modelos tridimensionais na luxação anterior de ombro. Revista Brasileira de Ortopedia, 2018

Rosa, J.R.P, Checcia, C.S, Miyasaki, A.N. Instabilidade anterior traumática do ombro. Revista Brasileira, 2017

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