O que é insuficiência renal aguda e crônica?

Créditos para Prof. Vitor Hugo Loni

Está pensando em se suplementar, especialmente com Creatina e não tem certeza se sofre de algum problema renal? Hoje tiraremos suas dúvidas sobre o que é insuficiência renal aguda e crônica.

A doença renal crônica consiste em lesão renal e perda progressiva e irreversível da função dos rins (glomerular tubular e endócrina). Em sua fase mais avançada (chamada de fase terminal de insuficiência renal crônica – IRC), os rins não conseguem mais manter a normalidade do meio interno do paciente (ACSM, 2011).

São diagnosticados quando exibem um dano renal evidenciando por microalbuminuria ou por uma taxa de filtração glomerular < 60 ml /min/1,73 m² por > 3 meses. Podendo ser aguda ou crônica (ACSM, 2011).

Insuficiência Renal Aguda: é a perda repentina da capacidade dos rins de retirar resíduos e concentrar urina sem perder eletrólitos, os rins podem parar de funcionar de maneira rápida, porém temporária. Rápida porque a função renal é perdida em algumas horas e temporária porque os rins podem voltar a funcionar após algumas semanas (MARTINS, 2004).

Insuficiência Renal Crônica: é dividida em seis estágios funcionais, de acordo com o grau de função renal do paciente. Estes estágios são (MARTINS, 2004):

  • Fase de função renal normal sem lesão renal –importante do ponto de vista epidemiológico, pois inclui pessoas integrantes dos chamados grupos de risco para o desenvolvimento da doença renal crônica (hipertensos, parentes de hipertensos, diabéticos e portadores de DRC, etc), que ainda não desenvolveram lesão renal.
  • Fase de lesão com função renal normal – corresponde às fases iniciais de lesão renal com filtração glomerular preservada, ou seja, o ritmo de filtração glomerular está acima de 90 ml/min/1,73m².
  • Fase de insuficiência renal funcional ou leve – ocorre no início da perda de função dos rins. Nesta fase, os níveis de ureia e creatinina plasmáticos ainda são normais, não há sinais ou sintomas clínicos importantes de insuficiência renal e somente métodos acurados de avaliação da função do rim (métodos de depuração, por exemplo) irão detectar estas anormalidades. Os rins conseguem manter razoável controle do meio interno. Compreende a um ritmo de filtração glomerular entre 60 e 89 ml/min/1,73m².
  • Fase de insuficiência renal laboratorial ou moderada – nesta fase, embora os sinais e sintomas da uremia possam estar presentes de maneira discreta, o paciente mantém-se clinicamente bem. Na maioria das vezes, apresenta somente sinais e sintomas ligados à causa básica (lúpus, hipertensão arterial, diabetes mellitus, infecções urina- rias, etc.). Avaliação laboratorial simples já nos mostra,quase sempre, níveis elevados de ureia e de creatinina plasmáticos. Corresponde a uma faixa de ritmo de filtração glomerular compreendido entre 30 e 59 ml/min/1,73m².
  • Fase de insuficiência renal clínica ou severa – O paciente já se ressente de disfunção renal. Apresenta sinais e sintomas marcados de uremia. Dentre estes a anemia, a hipertensão arterial, o edema, a fraqueza, o mal estar e os sintomas digestivos são os mais precoces e comuns. Corresponde à faixa de ritmo de filtração glomerular entre 15 a 29 ml/min/1,73m².
  • Fase terminal de insuficiência renal crônica – como o próprio nome indica, corresponde à faixa de função renal na qual os rins perderam o controle do meio interno, tornando-se este bastante alterado para ser incompatível com a vida. Nesta fase, o paciente encontra-se intensamente sintomático. Suas opções terapêuticas são os métodos de depuração artificial do sangue (diálise peritoneal ou hemodiálise) ou o transplante renal. Compreende a um ritmo de filtração glomerular inferior a 15 ml/min/1,73m².

A doença renal crônica (DRC) piora lentamente com o tempo. Nos primeiros estágios, pode ser assintomática. A perda de função em geral demora meses para ocorrer. Ela pode ser tão lenta que os sintomas não aparecem até que o

funcionamento dos rins seja menor que um décimo do normal. Sendo estes conforme segue(KIRSZTAJN, 2004):

Sintomas:

Quando os rins funcionam pouco ou quase nada, muitas substâncias, como a água, a uréia, o potássio e o sódio, vão se acumulando no sangue. A maior quantidade dessas substâncias causa problemas no corpo.

Os sintomas desses problemas são fraqueza nas pernas, diminuição do crescimento, palidez da pele, emagrecimento, vômitos, perda de apetite, cansaço fácil, inchaço e diminuição da urina também ocorrem com frequência em outras doenças.

Quando as mudanças da dieta e os remédios não são mais suficientes para melhorar o trabalho dos rins, é preciso começar o tratamento de diálise ou se fazer um transplante renal.

Identificou algum dos sintomas? Procure seu médico e saiba se sofre de insuficiência renal.

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