Esquizofrenia e exercício físico

esquizofrenia A esquizofrenia é uma patologia cerebral, de causa (ou causas) desconhecidas, com manifestações e cuja evolução é bastante variada de pessoa para pessoa; se caracteriza por uma desorganização ampla dos processos mentais. Se trata de um quadro complexo apresentando sinais e sintomas na área do pensamento, percepção e emoções, e capaz de causar prejuízos ocupacionais, na vida de relações interpessoais e familiares. (LOUZÃ NETO, 1996). A patologia apresenta sintomas precoces, que são aqueles que ocorrem meses a anos antes de um primeiro surto. Eles não são específicos da doença o que dificulta um diagnóstico precoce do transtorno (MELO, 2009). Existem dois tipos de sintomas, os positivos e negativos. Os positivos são aqueles que não deveriam ser vistos pelo paciente, originados de uma distorção do funcionamento normal das funções psíquicas, como as alucinações. Portanto, sintomas positivos não são bons sinais. (HOLMES, 1997). As alucinações podem ocorrer de diversas formas, podendo ser auditivas, imaginando vozes lhe dando ordens, como de tato, visuais (LOUZÃ NETO, 1996). Os sintomas negativos tem por finalidade dizer de maneira objetiva que o estado do paciente, são derivados da diminuição ou perda das funções psíquicas e incluindo a diminuição da afetividade e da motivação, a pobreza do discurso e o retraimento social. (LOUZÃ NETO, 1996). A falta de motivação e a apatia é um estado muito comum nos pacientes depois que as crises com sintomas positivos cessarem. O paciente não mostra interesse em nenhuma atividade social, é vista pela maioria dos familiares como sinal de preguiça ou má vontade; entretanto, este é um sintoma da esquizofrenia. Também descuida-se da higiene e aparência pessoal. (ASSIS; VILLARES; BRESSAN, 2007). De acordo com Holmes (1997) todos a volta do paciente com esquizofrenia precisam de tempo e informações, para se habituarem, perderem o preconceito e aprenderem a conviver com todas os sintomas. Essa maneira de encarar a esquizofrenia vai aos poucos se reverter em benefícios para si, aliviando o sofrimento e o impacto, e melhorando sua qualidade de vida. A qualidade de vida (QV) pode ser definida como a forma subjetiva de cada indivíduo avaliar seu bem estar físico, emocional, funcional e social. Engloba a capacidade de alcançar satisfação psicológica, comportamental, física e social. E ainda relaciona-se com o custo e gravidade da doença, tendo desta forma, interferência econômica. (CAMARGOS et al., 2004). Um dos fatores determinantes para proporcionar uma melhor qualidade de vida é a prática de atividades físicas regulares devido aos benefícios físicos e cognitivos propiciados pelo mesmo. Segundo Pitanga (2002), nos dias de hoje, a atividade tem como conceito qualquer movimento corporal originado pela musculatura esquelética que leva a gastos energéticos. Tais atividades tem importância biopsicossocial, cultural e comportamental. São caracterizadas como atividades físicas jogos, lutas, danças, esportes, exercícios físicos, atividades laborais e deslocamentos. A atividade física adaptada é um programa diversificado de atividades desenvolvimentistas, jogos, esportes, atividades rítmicas e expressivas cuja organização está baseada em interesses, capacidades e limitações de indivíduos com alguma limitação. De acordo Benedetti et al.(2006) a prática de atividades físicas ou então exercícios físicos possibilita controlar os níveis de estresse e doenças como obesidade, doenças coronarianas e diabetes, além afetar positivamente a aptidão funcional do indivíduo, que é definida como a capacidade para desempenhar da vida diária de forma segura e eficaz. Considerações A prática de exercícios regulares por pacientes com Esquizofrenia se mostra importante para a melhoria de suas funções físicas e qualidade de vida. Apesar de poucos estudos mencionarem os efeitos emocionais do mesmo, sugere-se que exista um efeito positivo na redução do estresse e melhorias na função cognitiva, o que influência diretamente no fator emocional.     Referências ASSIS, J. C.; VILLARES, C. C.; BRESSAN, R. A. Conversando sobre a esquizofrenia. Disponível em < http://proesq.institucional.ws/Portals/2/6838Esquizofrenia05.pdf> Acesso em: 05 Jun.2009. BENEDETTI,T. R. B. et al. Valores normativos de aptidão funcional em mulheres de 70 a 79 anos. Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano. Florianópolis – SC, 2006. CAMARGOS et al .O impacto da doença de Parkinson na qualidade de vida: uma revisão de literatura. Revista Brasileira de Fisioterapia. São Paulo, 2004. HOLMES, D. S. Psicologia dos Transtornos Mentais. Tradução Sandra Costa. 2. ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997. LOUZÃ NETO, M. R. Convivendo com a Esquizofrenia. São Paulo: Lemos Editorial, 1996. MELO, R. Sintomas de esquizofrenia. Disponível em: <http://www.ceapes.com.br/joomla/index.php?option=com_content&view=article&id= 45:esquizofrenia&catid=23:saude> PITANGA, F. J. G. Epidemiologia, atividade física e saúde. Revista Brasileira Ciência e Movimento, Brasília, jul. 2002.

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