Quais regiões tem maior prevalência de lesões em corredores de rua amadores?

A prática de corrida de rua ultimamente é uma das modalidades mais adotadas pelas pessoas que buscam iniciar a prática de uma atividade física buscando uma melhor qualidade de vida, devido a sua praticidade e ao baixo custo de investimento.

Porem, a prática sem devida orientação pode ocasionar lesões de curto a médio prazo.

A rigidez nos joelhos pode ser um preditor de lesões. As chances de lesões dessas pessoas aumentam cerca de 18 % quando comparadas a pessoas que não tem. (Messier et al, 2018)

A relação entre desequilíbrio muscular é um grande incidente de lesões entre corredores recreacionais

Um estudo conduzido por Jungmalm, et al 2020 acompanharam 224 corredores recreacionais durante a maratona de Gotemburgo na Suécia, procuraram identificar se corredores com fatores biomecânicos e clínicos acentuados tinham tendência maior em sofrer lesões em vista a corredores com fatores biomecânicos e clínicos não acentuados.

Os atletas eram homens e mulheres com idade entre 18 a 55 anos com experiencia em corrida de rua e os mesmos não poderiam ter histórico de lesões dentro de um período de seis meses e ter um volume semanal médio de 15 km/semana nos últimos 12 meses, não usar palmilha ortopédica, não estar grávida e não possuir diabetes.

As principais lesões que foram observadas foram o desequilíbrio muscular entre abdutores e adutores, onde o primeiro encontrou-se mais fraco em comparação ao segundo (20,7%) a eversão máxima do pé é outro fator que desencadeou lesões no decorrer do tempo (17,3%).

Evidencias de que a falta de mobilidade para rotação externa no quadril junto com o aumento da mobilidade do extensor de joelho tende a ser uma incidência maior de lesões do que em indivíduos com características opostas.

O joelho foi o local anatômico que com maior incidência de relatos de lesões em um estudo feito por Mota, et al. 2018. Foram avaliados 63 corredores amadores com predominância do sexo masculino.

Os sinais predominantes de lesões foram na maioria em corridas acima de 3 KM (72.2%) com dores agudas inicialmente inespecíficas (37.1%).

Muitos desses corredores retomam as corridas mesmo apresentando sintomas de lesão, aumentando a chance de agravar as lesões futuramente.

A incidência de lesões é frequente mesmo com assessorias, investigando

Uma meta analise proposta por Borel, et al. 2019 revelou uma prevalência de 36,5% na incidência de lesões entre 3.786 corredores amadores, um percentual superior quando comparado a atletas juvenis de futebol (28,23%) e em atletas de crossfit com idade média de 32 anos (30,2%).

Tal resultado ressalta a importância em se definir estratégias de caráter preventivo para que se possa promover a prática da corrida de forma segura. Nesse estudo as lesões foram associadas a corredores que percorriam uma distância semanal superior a 20 Km e o ponto articular mais afetado era o joelho.

Os estudos apontam a importância em se ter um controle de estratégias para uma prática segura, com a finalidade de minimizar as lesões, considerando que a prática da mesma é uma das mais praticadas.

 

Referencias:

Borel, W.P, Filho, J.E, Diz, J.B, et al. Prevalence of injuries in Brazilian recreational street runners: meta-analysis. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. Vol. 25, n° 2 mar/abr. 2019

Jungmalm, J, Nielsen, O. R, Desai, P, et al. Associations between biomechanical and clinical/ anthropometrical factors and running related injuries among recreational runners: a 52-week prospective cohort study. Injury epidemiology, 2020

Mota, A.N, Mendonça, G.N, Barbosa, T.C, et al. Lesões osteomusculares na região do joelho em corredores de rua amadores: Revista Conexões: Educação Física, Esporte e Saúde. Campinas, SP, V. 16, p 553-564, out/dez 2018.

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